Literatura Portuguesa

Literatura: memória, transgressão e resistência é o título da mesa-redonda do dia 17/11, composta por Isabel Pires de Lima (Universidade do Porto), Roberto Vecchi (Universidade de Bolonha) e Teresa Cerdeira (UFRJ). Mediação de Luci Ruas Pereira (UFRJ).

No dia 18/11, Burghard Baltrusch (Universidade de Vigo), Pedro Serra (Universidade de Salamanca) e Cinda Gonda (UFRJ) farão palestra na mesa Perspectivas contemporâneas sobre a poesia, mediada por Sofia de Sousa Silva (UFRJ).

Importante: as sessões ocorrerão das 11h às 13h (horário de Brasília).

Para acompanhá-las, basta se inscrever em nosso canal no Youtube: 

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17 de novembro

LITERATURA: MEMÓRIA, TRANSGRESSÃO E RESISTÊNCIA

Resumo da mesa

Entender a literatura a partir de três eixos – MEMÓRIA, TRANSGRESSÃO E RESISTÊNCIA – é inscrevê-la necessariamente numa dimensão política, que tem menos a acepção moderna de ciência dos Estados, carregando antes o peso etimológico de uma ética das relações dos homens em sociedade, capaz que é de pôr em questão os valores do senso comum (a prevalência da razão), os afetos (a melancolia, a nostalgia, a saudade), a ideologia (os lugares do poder), as identidades (colonizador/colonizado; autoridade/submissão; divino/humano; centro/margem).

Não normativa, mas inquiridora, a literatura desaloja as verdades do senso comum, fazendo afluir o clandestino, a exceção, o desmesurado, o inesperado dos afetos, enfim, o que está fora da norma, na margem da história.

Construção do homem, a memória que ela inscreve é o testemunho de seu estar no tempo; a resistência de que faz prova é sua via de profanação da ordem; a transgressão de que se investe é não raro um modo de enfrentamento e redenção.

Porque a literatura – e a arte de modo mais amplo – é uma aventura do homem capaz de intuir o infinito de dentro de sua absurda precariedade temporal, evitando o autoritarismo das evidências e assumindo as metamorfoses de sua experiência na história, a literatura não muda o mundo, mas permite pensar na hipótese de uma outra via de acesso à realidade.

Mediadora

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Professora associada de Literatura Portuguesa (1994) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Membro efetivo do Programa de Pós-graduação em Letras Vernáculas – no qual é representante da área de concentração de Literatura Portuguesa –, desenvolve projeto de pesquisa sobre a literatura portuguesa contemporânea, em suas relações com as outras artes, em obras de Vergílio Ferreira, Maria Gabriela Llansol, José Cardoso Pires, entre outros.

É regente da Cátedra Jorge de Sena para Estudos Luso-Afro-Brasileiros e editora da revista Metamorfoses.

Atualmente, coordena o Curso de Especialização em Literatura Infantil e Juvenil do PPGLEV.

 

Palestra 1

Figuras de exclusão: o idiota na narrativa portuguesa contemporânea

Resumo da palestra

Sobretudo desde o romantismo, a figura do idiota perpassa pela ficção enquanto corporização de uma singularidade ontológica, apresentando-se como um manancial de alteridade.

A partir da reflexão sobre o idiota e quatro de seus traços distintivos: relação singular com o tempo; não reclamação de uma identidade; perseguição da intuição; linguagem não convencional, procurarei constatar sua presença em obras de autores portugueses contemporâneos (Agustina Bessa-Luís, Gonçalo M. Tavares, António Lobo Antunes, Lídia Jorge, Mário Cláudio, Vergílio Ferreira, entre outros) e interrogar-me sobre o seu lugar de ser incomum, profanador da ordem e força de resistência nas sociedades contemporâneas abertas à diferença.

Palestrante

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Professora catedrática emérita da Universidade do Porto.

Investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa (Unidade I&D da FCT).

Doutorada em Literatura Portuguesa com a tese As máscaras do desengano – para uma leitura sociológica de “Os Maias” de Eça de Queirós (1987).

Especialista em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea e em Estudos Queirosianos com dezenas de títulos publicados.

Trabalha ainda em Estudos Interartísticos e em Literaturas Comparadas em Língua Portuguesa.

Publicou “Os Maias” cem anos depois (1989), Retratos de Eça de Queirós (2000), editou e prefaciou A emigração como força civilizadora (2000), O crime do Padre Amaro com ilustrações de Paula Rego (2001) e Visualidades – a paleta de Eça de Queirós (2008).

Ministra da Cultura de Portugal do XVIIº Governo Constitucional (2005-2008).

Vice-presidente da Fundação de Serralves para os triênios 2016-18 e 2019-21.

Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Palestra 2

Entre nostalgia, melancolia e saudade colonial: África no imaginário cultural e literário português contemporâneo

Resumo da palestra

África, depois de 45 anos das descolonizações, continua a ocupar um lugar relevante na sociabilidade e na cena cultural contemporânea de Portugal.

Muitos países europeus que foram metrópoles colonizadoras (Inglaterra, França etc.) são atravessados pelas turbulências de uma nostalgia colonial que continua a permear as representações culturais e a condicionar a formação de uma memória pública sobre o recém-passado colonial, inclusive na transmissão da memória intergeracional.

O passado tem se tornado uma mercadoria que condiciona profundamente o imaginário contemporâneo.

Como funciona o dispositivo da nostalgia, ao mesmo tempo (neo)colonial e pós-colonial, no país da saudade?

Palestrante

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Professor titular de Literatura Portuguesa e Brasileira e de História da cultura portuguesa na Universidade de Bolonha.

É, desde 2007, coordenador da Cátedra Eduardo Lourenço.

Desde 2018 é membro da direção do CUE, Center of Studies Umberto Eco, também em Bolonha.

Em Portugal, é investigador associado do CES, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

É presidente desde 2014 da AIL, Associação Internacional de Lusitanistas.

Autor de uma bibliografia extensa sobre a teoria e a história das culturas de língua portuguesa, se assinalam em particular, com Margarida Calafate Ribeiro, a organização dos volumes de Eduardo Lourenço, Do colonialismo como nosso impensado (Lisboa, 2014) e do volume de José Luandino Vieira, Papéis da prisão (Lisboa, 2015). Em 2017, publicou com Vincenzo Russo o volume dedicado à história da literatura portuguesa, La letteratura portoghese. I testi e le idee.

Palestra 3

A transgressão do sagrado na biblioteca do artesão: Dinis e Isabel de António Patrício, “Gênesis” de Jorge de Sena e “Vicente” de Miguel Torga

Resumo da palestra

A transgressão do sagrado no Ocidente passa, não raro, pela revisitação do texto bíblico ou, quando não, por narrativas em que a tradição inscreveu de algum modo a dimensão do transcendente.

Nos três textos escolhidos – a peça de teatro Dinis e Isabel e os contos “Gênesis” e “Vicente” –, a transgressão se faz como enfrentamento do divino, quer numa luta simbólica quer num numa versão concreta do diálogo – irrisório, trágico ou revoltado ­– com o poder de Deus.

O duelo é o formato que António Patrício e Miguel Torga elegeram para configurar o desafio humano contra a arbitrariedade e o voluntarismo da divindade, enquanto Sena solapa o sagrado pelo gesto de irrisão e pela força indomada do erotismo.

Palestrante

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Professora titular de Literatura Portuguesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora 1A do CNPq.

Foi regente da Cátedra Jorge de Sena da Faculdade de Letras da UFRJ entre 2005 e 2011, período em que dirigiu a revista Metamorfoses

Atua no Programa de Pós-graduação em Letras Vernáculas da UFRJ desde 1988.

Organizou o livro de ensaios sobre a obra de Helder Macedo A experiência das fronteiras (EdUFF, 2002) e colaborou na organização coletiva de Cleonice, clara em sua geração (Editora da UFRJ, 1995), A primavera toda para ti (Presença, 2004) e E agora, José(s)? (Moinhos, 2019).

É autora dos seguintes livros: José Saramago: entre a história e a ficção, uma saga de portugueses (Dom Quixote, 1989; Moinhos, 2019), O avesso do bordado (Caminho, 2000) A mão que escreve (Casa da Palavra/Leya, 2014), A tela da Dama (Presença, 2014), Formas de ler (Moinhos, 2020).

18 de novembro

PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS SOBRE A POESIA

Resumo da mesa-redonda

Três reflexões sobre a poesia se encontram, em exploração de problemas atuais e atemporais.

A tradicional questão da relação entre poesia e política assume um caráter vertiginoso em formas de fazer artístico contemporâneas.

A dualidade entre passado e presente aparece ainda no tratamento da questão intransponível da morte, que, concentrada no problema da morte da arte, pede a escuta da voz do poeta, em busca do que a própria poesia pode dizer hoje a esse respeito.

Não surpreende, assim, que o tema clássico do sistema das artes se torne uma questão que anima a reflexão sobre o fazer poético e sua relação com o cinema.

Mediadora

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Professora associada de Literatura Portuguesa na Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo antes lecionado na Universidade Federal de São Paulo e na PUC-Rio.

Tem mestrado e doutorado pela PUC-Rio, com tese sobre as obras de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Adília Lopes.

Desenvolveu pesquisa de pós-doutorado na Universidade do Porto, em Portugal, em 2018, com a qual mantém intercâmbio como pesquisadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa desde 2015 e membro da rede internacional de pesquisa Lyra Compoetics.

Organizou a antologia Aqui estão as minhas contas: antologia poética de Adília Lopes (Rio de Janeiro, Bazar do Tempo, 2019) e publicou o volume Fernando Pessoa: para descobrir, conhecer e amar (Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2016).

Palestra 1

“All poetry is political” – elementos para pensar o poético e o político na atualidade

Resumo da palestra

Esta palestra pretende contribuir para uma reflexão teórico-prática sobre o que denominarei o poético ontológico, juntamente com uma ideia da relação deste poético com o político na atualidade.

Partirei, numa primeira parte, do fenômeno histórico-literário da Affaire des Quatorze, que data do século XVIII.

Depois, na segunda parte, tentarei atualizar os significados dos conceitos de poesia e do poético e argumentarei um possível fundamento ontológico do poético a partir da fenomenologia da percepção (Merleau-Ponty).

Exemplificarei e analisarei este entrecruzamento de poesia e política em relação ao fenômeno dos movimentos sociopolíticos recentes, concretamente a partir do texto e da performance “Un violador en tu camino”, do coletivo chileno Las Tesis (terceira parte).

Concluir-se-á, na parte final, com uma breve reflexão sobre como o contexto da fenomenologia e do existencialismo facilita a incorporação filosófica de uma noção do político nesta ideia do poético, especialmente se observarmos certos movimentos sociais artivistas de oposição ao capitalismo e ao heteropatriarcado globalizados.

Palestrante

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Professor titular de Literaturas Lusófonas, presidente da Cátedra Internacional José Saramago e coordenador do grupo de investigação BiFeGa na Universidade de Vigo.

Sua investigação centra-se nas obras de Fernando Pessoa e José Saramago, a poesia atual e a teoria da tradução.

Coordenou o projeto “Poesía actual y política”, financiado pelo Ministério de Economia e Competitividade da Espanha.

Foi presidente da Asociación Internacional de Estudos Galegos, coordenou vários programas de doutoramento e congressos internacionais.

Entre outros livros, publicou ou (co)editou Bewußtsein und Erzählungen der Moderne im Werk Fernando Pessoas (Peter Lang, 1997), Kritisches Lexikon der Romanischen Gegenwartsliteraturen (5 vols., coed. com W.-D. Lange et al., G. Narr-Verlag, 1999), Non-Lyric Discourses in Contemporary Poetry (coed. com I. Lourido, Peter Lang, 2012), Lupe Gómez: libre e estranxeira – estudos e traducións (Frank & Timme, 2013), “O que transformou o mundo é a necessidade e não a utopia” – estudos sobre utopia e ficção em José Saramago (Frank & Timme, 2014).

Palestra 2

Fernando Guerreiro: poesia e imagem

Resumo da palestra

Um dos primeiros ensaios de Fernando Guerreiro (1950) – professor universitário, poeta, ensaísta e tradutor – versou sobre o pintor Francis Bacon: no irreferível, um auto-retrato (1977).

Interessa-me recortar o lugar em que assevera que “a aparência – simulacro da carne que vejo, por manchas e volumes, tinta e contornos, na tela representada –, não só a mim equivale (me nomeia/escreve numa outra diferença/materialidade) como, na maneira p. ex. como ocupa o seu centro, e como uma pele alastra (se prolonga, ou deteriora) por toda a superfície, refere o fazer-se (o pintar) da tela – agora, à minha frente, depositada” (28).

Quarenta anos volvidos, a ponderação do complexo valor crítico da imagem – a alavanca que permite a Fernando Guerreiro amalgamar algumas literaturas e algumas filmografias – encontra ainda a sua cifra metapoética (que é necessariamente poética) no apócrifo Théodore Fraenckel de Iluminuras (2019): “Entusiasmando-me com o processo de feitura da iluminura, | mais do que aos materiais e da pintura ao estilo rigoroso | é ao Imaginário dela solto que dedico o olhar mais atento” (“Sobre o ícone de uma igreja polaca”). 

A importante obra crítica de Fernando Guerreiro decorre de alguns pressupostos que vale a pena assentar: não demanda a estética (forma), mas a estesia (afecção sensível), o que lhe permite circulação horizontal entre objectos eyebrow e pop; não se circunscreve à ortopedia de uma gramática teórica, mas avança – como poeta e como ensaísta – em função de enunciados teóricos; valoriza o trabalho acadêmico, mas não é academicista; comuta a hegemonia semiótica pelo pensamento da imagem, mas não rasura, antes assume e radicaliza a “confusão” entre diferentes dispositivos verbovisuais (filosofia, música, cinema, fotografia encontram igual acomodação).

Muito concretamente, numa recente entrevista, Fernando Guerreiro dispunha não tanto a prioridade do cinema sobre a literatura na sua trajetória crítica e poética, como a sua simultaneidade: “De alguma forma, venho mais do cinema para a literatura do que o contrário. Embora, na verdade, também seja enganador dizer isto, porque as duas coisas dão-se em simultâneo, mas digamos que em certo momento aquilo que me interessava mesmo era fazer cinema. E é o não tê-lo feito, não ter conseguido fazê-lo, não ter feito o esforço suficiente para o fazer, que me fez deslocar para uma forma menor de cinema, que é a literatura” (Entrevista a Fernando Guerreiro, À Pala de Walsh, 2018).

Interrogo, na minha intervenção, os termos desta consideração da literatura – da poesia – como forma menor de cinema incidindo sobre três pequenos livros de Fernando Guerreiro: Teoria do fantasma (2011), Imagens roubadas (2017) e Iluminuras (2018), este último, atribuído ao “apócrifo” Théodore Fraenckel.

Palestrante

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Professor associado na Universidade de Salamanca, onde leciona principalmente literatura portuguesa e brasileira.

Seus livros mais recentes incluem Estampas del Império. Del barroco a la modernidad tardía en Portugal (2013), Devastación de sílabas (2013) e Imagens achadas. Documentário, política e processos sociais em Portugal (2014).

Coorganizador de Século de Ouro: antologia crítica da poesia portuguesa do século XX (2002) e coautor da edição crítica de O Hissope: poema herói-cómico de António Dinis da Cruz e Silva, seus artigos foram publicados em diversas revistas especializadas.

Desde 2015, é editor da Revista de Estudios Portugueses y Brasileños.

Investigador, entre outros, do Seminario Discurso Legitimación Memoria (Salamanca), do Centro de Literatura Portuguesa (Coimbra) e do grupo LyraCompoetics (Porto).

Coordenador do Grupo de Investigación Reconocido en Estudios Portugueses y Brasileños (Salamanca).

Atualmente, coordena o Grado en Estudios Portugueses y Brasileños (Salamanca) e é responsável pela Área de Filología Gallega y Portuguesa do Departamento de Filologia Moderna da Universidade de Salamanca.

Palestra 3

“Um diálogo com o universo”

Resumo da palestra

Quando Adorno nos diz que não há poesia depois de Auschwitz, o que coloca como valor absoluto é a morte do ser humano.  Depois da morte, não há como fazer poesia. Está implícito o horror, a catástrofe, a barbárie. 

Mas, quando há um fio de vida, a arte passa a ser “um diálogo com o universo”, nos alertava Antonio Ramos Rosa, nos anos 50, em seu artigo no último número da revista Árvore. Quanto mais adverso, mais obscuro, mais os “tempos se revelem sombrios”, como os chamou Hannah Arendt, maior se torna a “necessidade da poesia”.

Se é verdade que a ruína definiu o século XX, marcado por duas guerras mundiais e outras locais, o XXI tem início com o retorno de velhos fantasmas do passado, sejam eles de natureza política, como o ressurgimento do fascismo, ou das epidemias.

Sabemos, com Karl Frederick, que “o ponto de encontro entre uma ordem que já não funciona e uma desordem que é uma caixa de Pandora aberta não pode ser negociado com os deuses; é  de uma intensidade terrível o que se oferece, intensidade que o indivíduo tem de aguentar, sem resolvê-la”.

Já foi dito que, mais do que tudo, a morte nos rouba a voz.

Escutemos o que dizem os poetas.

Palestrante

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Professora associada do Departamento de Letras Vernáculas da Faculdade de Letras da UFRJ, atuando nos cursos de graduação, pós-graduação e extensão.

Tem graduação em Português-Literaturas (1976) e atualização em Estilística (1977) pela UFRJ.

Na mesma instituição, fez mestrado em Letras (1988) sobre a obra de António Lobo Antunes e doutorado em Letras (2006) com ênfase na revista Árvore, publicada nos anos 50 em Portugal.

Seus temas de pesquisa giram em torno da prosa de ficção e da poesia portuguesas modernas e contemporâneas.

Coordenou o Curso de Especialização em Literaturas Portuguesa e Africanas da UFRJ (Pós-graduação Lato Sensu), no período de 2006 a junho de 2020.

Desde 2012, é professora do Curso de Formação Continuada do Programa Integrado para Educação de Jovens e Adultos (EJA), desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ, onde orienta e coordena o Projeto de Incentivo à Leitura “Biblioteca Itinerante”.

FALE CONOSCO

E-mail: cippglev@letras.ufrj.br

PLATAFORMA DO CONGRESSO

Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas

Coordenadora: Profa. Dra. Maria Eugenia Lammoglia Duarte

Vice-Coordenadora: Profa. Dra. Eliete Figueira Batista da Silveira 

Secretário: Renato Martins e Silva